sexta-feira, 8 de junho de 2012

E PORQUE NÃO CHAMÁ-LOS DE CUIDADORES DA TERRA???

POR REMI  CASAGRANDE

É isso aí, podemos sim denominar esse grupo de pessoas, de “cuidadores da terra”, que juntando Agrônomos e Técnicos das Cooperativas e mais um grupo respeitável de assessoria e planejamento da FECOVINHO e Centro Ecológico, estão conseguindo implementar na Região um serviço de Boas Práticas na agricultura familiar, que vai desembocar rapidamente numa transformação bonita e necessária na agricultura de nossa Região.  Contando com esse apoio todo, um grupo denominado de “famílias articuladoras”, estão semeando jeitos diferentes de organização e articulação das mudanças possíveis na produção e sobrevivência da família rural serrana.
Nós, como Igreja Diocesana de Caxias do Sul, não poderíamos ficar de fora dessa possibilidade histórica de um novo amanhã para essa realidade da agricultura familiar. É por isso que estamos juntos com as Entidades Parceiras, não para substituir, nem para inventar coisas novas, nem para dizer a Eles e Elas o que fazer ou como fazer, mas estamos juntos para colaborar na evangelização desses serviços, estamos juntos para assessorar grupos de Mulheres para o Bem Viver das famílias das Cooperativas e Sindicatos, nas Comunidades onde residem essas famílias; estamos empenhados em promover ações em vista da organização dos Jovens Rurais na sua realidade, colaborando no sentido de encontrarmos caminhos da permanência deles na propriedade, mas com alegria e possibilidades de vida digna e legal. 
Ou seja, nossa participação nesse trabalho, como Pastoral, não é de substituir nenhum profissional ou assessor, mas sim de fazermos a parte que nos cabe, que é sim de colaborar com mobilização, sensibilização, encontros de “mística e espiritualidade próprios” para essas atividades e grupos, com bases e fundamentações nos textos bíblico-evangélicos, bem como nos documentos e orientações das diversas pastorais específicas, ou seja, fortalecer nossa parceria.
Nós temos uma oportunidade histórica e não podemos deixar passar o “cavalo encilhado” da mudança no modelo da agricultura familiar da Serra, por isso estamos aí, junto com toda essa turma de “cuidadores da terra” para construirmos juntos essa transformação possível e presente.
 
Pe. Remi Gotardo Casagrande
Liberado diocesano para assessoria à Agricultura Ecológica,
em parceria com a FECOVINHO E CENTRO ECOLÓGICO.

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