Espaço para aqueles que acreditam e que lutam para a construção de um mundo novo.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Pessoal da Feira da Biodiversidade, e aí?
Estamos aguardando um texto e fotos sobre a feira. Enquanto não chegar material esta postagem não será excluída
sábado, 16 de junho de 2012
Imagens das gravações do Programa Vida no Sul
Seminário da Banana em Rio de Dentro
Na manhã de ontem aconteceu em Rio de Dentro na abertura da Festa da Banana, o Seminário da Banana, onde agricultores, líderes políticos e sindicais, representantes da Emater e o Deputado Estadual Jéferson Fernandes, que foi o autor do projeto de Lei regulamenta a comercialização da banana, debateram durante toda a manhã, os temas referentes a comercialização da banana, fazendo valer a história da Festa da Banana, na comunidade de Rio de Dentro, como um momento não apenas de diversão, mas também de reivindicação e de luta pelos direitos dos agricultores.
terça-feira, 12 de junho de 2012
Economia verde versus Economia solidária
O Documento Zero da ONU para a Rio+20 é ainda refém do velho paradigma da dominação da natureza, para extrair dela os maiores benefícios possíveis para os negócios e para o mercado. Através dele e nele o ser humano deve buscar os meios de sua vida e subsistência. A economia verde radicaliza esta tendência, pois como escreveu o diplomata e ecologista boliviano Pablo Solón “ela busca não apenas mercantilizar a madeira das florestas; mas, também sua capacidade de absorção de dióxido de carbono”. Tudo isso pode se transformar em bônus negociáveis pelo mercado e pelos bancos. Destarte o texto se revela definitivamente antropocêntrico como se tudo se destinasse ao uso exclusivo dos humanos e a Terra tivesse criado somente a eles e não a outros seres vivos que exigem também sustentabilidade das condições ecológicas para a sua permanência neste planeta.
Resumidamente: “O futuro que queremos”, lema central do documento da ONU, não é outra coisa que o prolongamento do presente. Este se apresenta ameaçador e nega um futuro de esperança. Num contexto destes, nãoavançar é retroceder e fechar as portas para o novo.
Há, outrossim, um agravante: todo o texto gira ao redor da economia. Por mais que a pintemos de marrom ou de verde, ela guarda sempre sua lógica interna que se formula nesta pergunta: quanto posso ganhar no tempo mais curto, com o investimento menor possível, mantendo forte a concorrência? Não sejamos ingênuos: o negócio da economia vigente é o negócio. Ela não propõe uma nova relação para com a natureza, sentindo-se parte dela e responsável por sua vitalidade e integridade. Antes, move-lhe uma guerra total, como denuncia o filósofo da ecologia Michel Serres. Nesta guerra nãopossuimos nenhuma chance de vitória. Ela ignora nossos intentos. Segue seu curso mesmo sem a nossa presença. Tarefa da inteligência é decifrar o que ela nos quer dizer (pelos eventos extremos, pelos tsunamis etc.), defender-nos de efeitos maléficos e colocar suas energias a nosso favor. Ela nos oferece informações; mas, não nos dita comportamentos. Estes devem se inventados por nós mesmos. Eles somente serão bons caso estiverem em conformidade com seus ritmos e ciclos.
Como alternativa a esta economia de devastação, precisamos, se queremos ter futuro, opor-lhe outro paradigma de economia de preservação, conservação e sustentação de toda a vida. Precisamos produzir sim, mas a partir dos bens e serviços que a natureza nos oferece gratuitamente, respeitando o alcance e os limites de cada biorregião, distribuindo com equidade os frutos alcançados, pensando nos direitos das gerações futuras e nos demais seres da comunidade de vida. Ela ganha corpo hoje através da economia biocentrada, solidária, agroecológica, familiar e orgânica. Nela cada comunidade busca garantir sua soberania alimentar. Produz o que consome, articulando produtores e consumidores numa verdadeira democracia alimentar.
A Rio 92 consagrou o conceito antropocêntrico e reducionista de desenvolvimento sustentável, elaborado pelo relatório Brundland de 1987 da ONU. Ele se transformou num dogma professado pelos documentos oficiais, pelos Estados e empresas sem nunca ser submetido a uma crítica séria. Ele sequestrou a sustentabilidade só para seu campo e assim distorceu as relações para com a natureza. Os desastres que causava nela eram vistos como externalidades que não cabia considerar. Ocorre que estas se tornaram ameaçadoras, capazes de destruir as bases físico-químicas que sustentam a vida humana e grande parte da biosfera. Isso não é superado pela economia verde. Ela configura uma armadilha dos países ricos, especialmente da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) que produziu o texto teórico do PNUMA Iniciativa da Economia Verde. Com isso, astutamente descartam a discussão sobre a sustentabilidade, a injustiça social e ecológica, o aquecimento global, o modelo econômico falido e mudança de olhar sobre o planeta que possa projetar um real futuro para a Humanidade e para a Terra.
Junto com a Rio+20 seria um ganho resgatar também a Estocolmo+40. Nesta primeira conferência mundial da ONU de 5-15 de julho de1972 em Estocolmo na Suécia sobre o Ambiente Humano, o foco central não era o desenvolvimento; mas, o cuidado e a responsabilidade coletiva por tudo o que nos cerca e que está em acelerado processo de degradação, afetando a todos e especialmente aos países pobres. Era uma perspectiva humanística e generosa. Ela se perdeu com a cartilha fechada do desenvolvimento sustentável e agora com a economia verde.
Leonardo Boff é autor de “Sustentabilidade: o que é e o que não é”, Vozes 2012].
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Um recado do Remi
sexta-feira, 8 de junho de 2012
E PORQUE NÃO CHAMÁ-LOS DE CUIDADORES DA TERRA???
POR REMI CASAGRANDE
É isso aí, podemos sim denominar esse grupo de pessoas, de “cuidadores da terra”, que juntando Agrônomos e Técnicos das Cooperativas e mais um grupo respeitável de assessoria e planejamento da FECOVINHO e Centro Ecológico, estão conseguindo implementar na Região um serviço de Boas Práticas na agricultura familiar, que vai desembocar rapidamente numa transformação bonita e necessária na agricultura de nossa Região. Contando com esse apoio todo, um grupo denominado de “famílias articuladoras”, estão semeando jeitos diferentes de organização e articulação das mudanças possíveis na produção e sobrevivência da família rural serrana.
Nós, como Igreja Diocesana de Caxias do Sul, não poderíamos ficar de fora dessa possibilidade histórica de um novo amanhã para essa realidade da agricultura familiar. É por isso que estamos juntos com as Entidades Parceiras, não para substituir, nem para inventar coisas novas, nem para dizer a Eles e Elas o que fazer ou como fazer, mas estamos juntos para colaborar na evangelização desses serviços, estamos juntos para assessorar grupos de Mulheres para o Bem Viver das famílias das Cooperativas e Sindicatos, nas Comunidades onde residem essas famílias; estamos empenhados em promover ações em vista da organização dos Jovens Rurais na sua realidade, colaborando no sentido de encontrarmos caminhos da permanência deles na propriedade, mas com alegria e possibilidades de vida digna e legal.
Ou seja, nossa participação nesse trabalho, como Pastoral, não é de substituir nenhum profissional ou assessor, mas sim de fazermos a parte que nos cabe, que é sim de colaborar com mobilização, sensibilização, encontros de “mística e espiritualidade próprios” para essas atividades e grupos, com bases e fundamentações nos textos bíblico-evangélicos, bem como nos documentos e orientações das diversas pastorais específicas, ou seja, fortalecer nossa parceria.
Nós temos uma oportunidade histórica e não podemos deixar passar o “cavalo encilhado” da mudança no modelo da agricultura familiar da Serra, por isso estamos aí, junto com toda essa turma de “cuidadores da terra” para construirmos juntos essa transformação possível e presente.
Pe. Remi Gotardo Casagrande
Liberado diocesano para assessoria à Agricultura Ecológica,
em parceria com a FECOVINHO E CENTRO ECOLÓGICO.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Produção ecológica na TV
Um dos principais destaques das gravações do programa Vida no Sul, será a prática da agricultura ecológica no munucípio de Mampituba. O agricultor Dirceu Gonçalves Selau, levou a equipe de reportagem até se bananal (cultivado no sistema de agro-floresta), onde realizou uma demonstração de como se cultiva um bananal na prática ecológica, desde a desfolha até o corte do cacho.
Num outro momento as filmagens se voltaram para o processo da venda, onde foram registrados os processos de despenca e encaixotamento da fruta, tudo sob o relato do coordenador do MPA na região Paulo Boff Ribeiro, que aproveitou o momento para relatar um pouco da luta do MPA na organização dos pequenos agricultores.
Demonstração de como se corta um cacho de banana
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Dirceu exibindo cachos produzidos em seu bananal
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Cuidado no transporte da produção
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Preparando as pencas para o transporte
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Paulinho sendo entrevistado (ao fundo caminhão baú que transporta a produção ecológica)
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Equipe do programa “Vida no Sul” realiza gravações em Mampituba
A gravação do programa de televisão “Vida no Sul” será uma das principais atrações da 4ª Festa Municipal da Banana que acontecerá no próximo final de semana em Rio de Dentro. A festa que acontece na comunidade desde 1980 e que a partir de 2009 passou a integrar o Calendário de eventos do Município, receberá na noite de sexta-feira dia 15, a gravação do programa cultural Vida no Sul durante o Show da Viola, encontro onde se apresentam violeiros da região apresentando músicas sertanejas de raiz, de grande influência na formação cultural da população do Município.
Além da gravação do Show da Viola, um dos objetivos do programa é divulgar a história, os pontos turísticos e as atividades econômicas desenvolvidas em Mampituba, além de resgatar a história da Festa da Banana. Durante todo o dia, o produtor Isnar Borges e o cinegrafista Alex Garcia, realizaram entrevistas com autoridades do município, agricultores, violeiros, lideranças sindicais e ligadas aos movimentos sociais existentes em Mampituba. Foram realizadas filmagens na Prefeitura Municipal, na escola Afonso Bedinot, junto as obras de Desassoreamento do Rio Mampituba, nas casas de agricultores, nos bananais e na Serra do Silveirão.
O programa Vida no Sul é uma produção do Instituto Cultural Padre Josimo e é apresentado na TV Aparecida (disponível nas antenas parabólicas) aos sábados às 22 horas e reproduzido às segundas as 22h30min. O programa tem como apresentadores os músicos Odilon Ramos e Antônio Gringo e também pode ser visto pela TV Urbana, canal 55 UHF e canal 33 da Net. A data em que irá ao ar o programa produzido em Mampituba, ainda não
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